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porque te escondes num vão de escada; porque te injectas e soletras o abandono pela noite dentro? abraças as pernas e mordes os joelhos num hotel velho dos subúrbios onde restam apenas velhos; exilados; gatos mortos com as entranhas pós-modernas expostas nos beirados. passeias-te pelo pequeno quarto decadente e esperas pelo desembarque dos pescadores, dos desesperados que a morte recusa. preferes receber na tua cama os mortos, os quase-mortos que procuram no teu abraço apenas o calor de um corpo despido. todas as pessoas dizem conhecer o teu corpo, o incêndio, sem terem procurado a morte num copo de vidro partido. sem saberem sequer o teu inaceitável nome. queimo todos os poemas. o que me resta de ti é uma volátil percepção dos passos nocturnos entre a cama e a casa de banho onde choramos a vida perdidas dos amigos mortos pela fome, pela insuficiência das palavras eternas. |
| Bruno Oliveira October 17, 2012 02:43 PM PDT E mesmo pena, esta estupidez da Blog Drive agora nao deixar escrever com acentos nem pontuacao grafica de toda e qualquer lingua, que nao o ingles... :( mais ainda, porque este poema esta tao mas tao bom (como, de resto, nos tens sempre vindo a habituar) e, a menos que se olhe para ele como uma "experiencia avant-garde a la Cummings", fica so meio destruido e desprovido do seu impacto total... a conta destas brincadeiras e que ja migrei o lonely gigolo para a blogger. | ||
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