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Arde-me o céu da boca, |
| Name September 20, 2012 07:04 AM PDT Morreu | ||
| Gustavo Horta May 2, 2012 03:12 AM PDT Em resposta ao Name (aprecio sempre comentadores anónimos, de resto), parece-me que isso é um mero ponto de vista. Há quem não sofra com o amor, há quem não sofra com o desemprego, há quem não sofra com a solidão, há quem não sofra com... o excesso de socialização. E há quem sofra com umas dessas coisas, e não com outras. E quem sofra com todas essas coisas, e não com outras. E quem transpareça não sofrer com nada. Claro que compreendo, sinto também isso: faz parte das pessoas ridículas, como nós, como eu, como o mortir, como o/a Name. Percebo o que se quer dizer e subscrevo, para mim, para nós, que não queremos - não podemos - deixar que o amor seja uma coisa medíocre. É talvez a última coisa que não podemos mesmo deixar que se torne medíocre, quando tudo o resto o é. Pedem-nos, cada vez mais, que sejamos ecléticos, bons "a tudo", mas não excepcionais a nada. Ao menos que o amor seja excepcional. E, para o ser, sim, não há nada que nos magoe mais. Que nos doa mais. No fim de contas, se não nos doer também não vale assim tanto a pena. E, depois, não nos sobra escrever sobre nada. Em relação ao poema, tenho só o mesmo de sempre a dizer: atinge-me como todos os teus poemas. Cria estas imagens, este universo próprio que vai sendo teu e nosso, dos que te lêem. E ler-te vai(-me) ajudando a ver alguma beleza nisto tudo. Faz sentido o que dizes. Sempre. Faz sentido a dor do amor, a dor da vida. Ou, então, nem valia a pena estarmos aqui. Se sofremos é porque nos entregamos. Se nos entregamos, há pelo menos a hipótese remota de sermos felizes a sério, mesmo que soframos a sério, muito tempo, até lá chegarmos. | ||
| Name April 30, 2012 08:00 AM PDT Pergunto-me se algum dia encontrarás mais que dor no amor. Não há verso nessa página. | ||
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