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para que o incêndio subisse o elevador até ao quinto andar mas o desespero do sonho contrafeito a carregar no alarme com as duas mãos, a dilacerar os pulmões numa agonia electrizante. o sorriso indiferente dos vizinhos enquanto a cabeça decepada pelo aço. a poesia debaixo do tapete dos apartamentos e ninguém a precisar dela senão quando alguém se esquece da chave de casa e uma réplica escondida dentro do poema. um aquário de ritmo e silêncio ocasionais. um génio humano capaz de uma chave, mesmo assim, sem saber que a poesia. sim, isso mesmo. para quê, portanto? o vidro esverdeado, estilhaçado a plantar o coração de sangue. a explicar a inutilidade a utilidade do meu corpo morto quando a poesia, sem dono, uma perspectiva invisível. |
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